• Pr. André Pereira

Plenitude: mais que pureza, cura e comunhão

“Felizes os que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas." – Apocalipse 22:14


O último capítulo da Bíblia é um convite para nos enchermos de esperança, coragem e perseverança. Nos cap. 21 e 22, o apóstolo João tem uma visão da comunidade dos redimidos, salvos por Jesus. A comunidade é apresentada como uma cidade: a Nova Jerusalém, a “Noiva do Cordeiro”. A cidade é descrita numa riqueza de símbolos, apontando a maneira como salvação e a benção de Deus agora encharcou toda a realidade com a vitalidade, cura, pureza, prosperidade, comunhão e plenitude divinas. O ápice desta comunhão é expresso no v.4: “Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas”.


O relacionamento com Deus agora desfruta de um outro grau de intimidade. Contemplamos o Deus-Trino vendo a face de Jesus Cristo, Deus encarnado, nosso Rei e Salvador. É preciso parar e refletir sobre o quão especial é este evento! O olho no olho, o abraçar e rir com Jesus em carne e osso. Será maravilhoso e transformador!


No Antigo Testamento, este foi o desejo de Moisés: ver a face de Deus, mas o pecado não permitia (Êx. 33:18-20). Receber o brilho da face de Deus era sinônimo de benção (Nm. 6:24-26). O povo devia buscar a face do Senhor (Sl. 105:4), sua presença. No Novo Testamento, Moisés tem seu desejo realizado na transfiguração de Jesus, narrada nos evangelhos (Mc 9.2-13). Ao buscar e contemplar a Cristo, somos transformados de glória em glória (2Co. 3:18). Quando ele se manifestar plenamente, seremos semelhantes a ele (1Jo.3:1-2). A plenitude da vida humana é encontrada neste encontro, nesta intimidade, no olhar e ser visto com Cristo. Por isso, “Felizes os que lavam as suas vestes": os que não estão manchados pelos pecados, marcados pela rebelião. Foram perdoados por Cristo, foram cerimonialmente lavados pelo sacrifício de Jesus.


Sem pecado ou rebelião, “direito à árvore da vida": são curados de toda doença, ferida ou luto. Vida plena e abundante, não mais marcadas pelo pecado! Eles podem “entrar na cidade pelas portas": desfrutar da liberdade e do pertencimento; e um não mais concorre com o outro. Pureza, cura, comunhão. Todas estas coisas são tão somente expressões da plenitude do encontro com Cristo. Ele nos chama de amigos. Encontraremos, e abraçaremos aquele que nos salvou. Comunhão plena com Deus, não mais limitada pelos efeitos do pecado.


Você deseja isto? Quanto? Avalie suas expectativas e desejos de vida. A redenção de todas as coisas, o estar plenamente com Jesus é algo que aceitaríamos protelar em função de uma viagem, relacionamento, emprego ou qualquer outro sonho? Se por algum momento sua resposta for sim, você ainda não tem dimensão do que Jesus está oferecendo. Releia os evangelhos, leia de novo o livro de Apocalipse, revisite mensagens e comentários sobre estes textos. Estes vislumbres de glória são para encher nossos corações de esperança e desejo pela eternidade, nos dando coragem para resistir as tentações e poderes deste mundo, sendo fiéis ao nosso Senhor!

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