• Pr. Carlinhos Veiga

A Alegria do Natal

Hoje comemoramos o terceiro domingo do Advento. Ele é chamado no Calendário Litúrgico de “Domingo Gaudete” – um termo em latim para a palavra “alegria”. No início do culto acenderemos a vela da alegria. Segundo o Calendário, hoje convidamos as pessoas à alegria, porque o Senhor está perto e a sua segunda vinda está mais próxima a cada estação litúrgica que se cumpre. Alegremo-nos! Jesus em breve voltará.


O evangelho nos diz que os Anjos que apareceram aos pastores nos campos próximos a Belém anunciaram: “Não tenham medo. Estou trazendo boas-novas de grande alegria para vocês, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10,11). A mensagem propagada pelos Anjos é mensagem de salvação e de alegria. As boas-novas vieram se contrapor ao choro e à tristeza, que são resultados do pecado que destrói e mata. Assim vivia o povo do Senhor, em seus desajustes e erros, frutos da desobediência. Mas Jesus veio para inaugurar a nova aliança e o novo tempo, restaurando a comunhão entre Deus e o homem pecador, por meio da obra de salvação. “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lc 2.14).


Experimentar a realidade do Reino de Deus é viver debaixo dessa certeza, confiança e expectativa de que Deus está entre nós operando mediante seu Espírito Santo e que um dia sua obra será completa. Romanos 14.17 diz que “o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo”. São manifestações que revelam a que o Senhor e o seu Reino estão entre o povo. São caraterísticas marcantes da vinda do Reino de Deus. A alegria é a marca do cristão, uma alegria que não se deixa sucumbir diante das circunstâncias dessa vida cercada de angústias e dúvidas.


Por isso a admoestação de Paulo: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (Fp 4.4). Uma alegria que tem por base não uma situação momentânea ou um contexto temporal, mas que tem o nome de uma pessoa: Cristo, o Senhor. É a ele quem esperamos e é nele que nos alegramos. “Esse mesmo Senhor que nos chamou para trilhar o caminho da cruz, da porta estreita e do caminho apertado, não quer que o sigamos em meio à murmuração, à imprecação e ao azedume que de alastra como praga”, afirmou o Pr Luiz Fernando dos Santos. Somos sim, chamados a viver a alegria no Senhor, que nos fortalecerá (Ne 8.10). Portanto, alegremo-nos!

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