• Pr. Carlinhos Veiga

Tempo da Plenitude

Estamos no tempo pascal. Segundo o calendário litúrgico, esse período é composto por sete semanas após a Páscoa, completando 49 dias. O quinquagésimo dia é o chamado de Pentecostes. Esse é o seu significado no hebraico: “Quinquagésimo”. A Festa do Pentecostes, ou a Festa das Semanas, foi estabelecida por Deus na Lei (Lv 23.15-21, Nm 28.26-31, Dt 16.9-12) e era celebrada após a colheita.


Foi num dia de Pentecostes que o Espírito Santo desceu sobre a Igreja primitiva, cinquenta dias após a ressurreição de Jesus. A Quaresma, ou os quarenta dias que antecedem a Páscoa, é marcada por um tempo de introspecção, onde a igreja cristã se prepara para a Paixão, a morte de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, imolado na cruz do madeiro. Por isso a Quaresma é tempo de jejum, de recolhimento, de reflexão, de oração, de busca íntima de Deus.


Já o Tempo Pascal é a boa notícia de que o Cristo que foi morto, ressuscitou. É tempo de alegria, de celebração, de júbilo. Devemos viver o Tempo Pascal como se fosse um grande domingo, um único dia de grande festa. Cristo vive! Aleluia! Por isso é tempo de celebrar ao Senhor com alegria, com o coração repleto de gratidão.


Após sua ressurreição, Cristo apareceu a muitas pessoas antes de ser assunto aos céus. Disse que deveriam permanecer em Jerusalém até que o Espírito Santo descesse sobre eles, até que fossem cheios do poder de Deus para proclamar, anunciar a salvação em Cristo Jesus.


E eles permaneceram conforme ordenado. Se encontravam para orar, para manter a fé viva e acesa, para manter ardente a esperança. Era um grupo de aproximadamente 120 pessoas.


E estando reunidos no cenáculo, no dia de Pentecostes, veio do céu um som, como de um vento muito forte e encheu toda a casa na qual se encontravam. E viram o que parecia línguas de fogo que se separavam e pousavam sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do ES e começaram a falar noutras línguas, não segundo suas capacidades intelectuais ou criativas, mas conforme o Espírito os capacitava a falar. E as pessoas reunidas em Jerusalém para a Festa de Pentecostes, vindas de tantas partes diferentes do mundo, ouviram os discípulos anunciarem as maravilhas de Deus em suas línguas maternas.


Esse foi o ato referencial que marcou o início da Igreja Cristã: a descida do Espírito Santo. Era o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, especialmente de Joel 2. Era o cumprimento da promessa de Jesus: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (...) ele os guiará em toda a verdade” (João 16.8,13). O Espírito Santo veio. Os que em Cristo morreram, pelo Espírito foram batizados e vivificados. Vivemos agora o tempo da plenitude de Deus. Tenhamos consciência disso.

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